Kudo documenta Hiza-guruma direito como contra-ataque: dobrar a perna para escapar de Ko-uchi-gari e então aplicar a roda no joelho.
Sequência
Ataque inicial (Ko-uchi-gari): o atacante entra por dentro tentando ceifar o pé direito do contra-atacante.
Neutralização: o contra-atacante dobra a perna, retirando o pé do alcance da ceifa e escapando do gancho.
Kuzushi (Hiza-guruma): o atacante, com o enganche falho, perde a possibilidade de fixar o pé e fica com base instável, precisando recompor o equilíbrio.
Tsukuri (Hiza-guruma): o contra-atacante organiza a distância para que o joelho do atacante possa ser bloqueado com segurança pelo pé direito da técnica, mantendo posição controlada.
Kake (Hiza-guruma): o contra-atacante completa com controle progressivo, bloqueando a perna com guia corporal ensinada na técnica individual, sem chutar nem comprimir a articulação.
Kudo documenta esta sequência diretamente no bloco “Contra-Ataques”, item 1 de Ko-uchi-gari.
Por que esta técnica e não outra
- Hiza-guruma é a escolha quando o pé atacado pode ser retirado dobrando a perna, deixando o atacante sem base organizada.
- De-ashi-harai é preferível quando o pé direito do atacante fica avançado e varrível; Sasae quando há proximidade para bloquear.
- Hiza-guruma aproveita a evasão e não exige que o pé permaneça plantado; é resposta específica para a dobra descrita por Kudo.
Erros comuns e correções
- Resistir sem dobrar a perna: retire o alvo de Ko-uchi-gari com curvatura.
- Aplicar Hiza-guruma enquanto o gancho ainda ativo: primeiro escape, depois contra-ataque.
- Pressionar diretamente o joelho: reduza contato e solicite correção presencial.
- Inventar mudança de mãos: mantenha apenas pegada ensinada.
- Continuar sem base estável: interrompa e reconstrua.
Segurança
Pratique em tatame lentamente com uke preparado para ukemi. Dobrar a perna deve retirar o alvo sem torcer tornozelo ou joelho. Hiza-guruma não deve golpear nem hiperestender; controle direção e pare diante de dor, queda lateral insegura ou perda de equilíbrio. Professor qualificado deve validar contato e lateralidade. A sequência exige validação prática com professor antes de treino livre ou competição.