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Renraku-henka-waza: Uchi-mata seguido de Ko-uchi-gari.

Tori inicia Uchi-mata com a perna entre as pernas de uke, uke avança o pé direito para resistir, e tori golpeia o calcanhar direito interno com Ko-uchi-gari.

  • Renraku-henka-waza

Explicação

Tori inicia Uchi-mata com a perna entre as pernas de uke, uke avança o pé direito para resistir, e tori golpeia o calcanhar direito interno com Ko-uchi-gari.

Sequência

Kuzushi (Uchi-mata): tori desequilibra uke para frente-direita puxando com ambas as mãos; tronco de uke fica inclinado à frente.

Tsukuri (Uchi-mata): tori dobra joelho esquerdo, introduz calcanhar esquerdo profundamente entre as pernas de uke, posiciona bacia nas virilhas e carrega peso.

Gatilho da transição: uke reage pisando pé direito com força no tatame, avançando-o e endurecendo pernas; pé direito adiantado-pressurizado, calcanhar vulnerável.

Kuzushi (Ko-uchi-gari): tori reconhece elevação vertical não vai completar; puxada de mão esquerda para corpo de tori coordena-se com golpe de perna para manter uke com peso no pé direito.

Tsukuri (Ko-uchi-gari): tori retira perna esquerda de entre as pernas de uke, gira sobre pé esquerdo abrindo corpo para esquerda.

Kake (Ko-uchi-gari): pé direito de tori vira para dentro, desliza pelo chão golpeando calcanhar direito de uke internamente; mão direita empurra para baixo, mão esquerda mantém puxada contínua.

Por que esta técnica e não outra

  • Ko-uchi-gari aproveita exatamente quando uke pisa pé direito com força para resistir à elevação — calcanhar fica exposto e vulnerável.
  • Ko-soto-gake aproveita quando uke recua-inclina para trás, não quando avança — contexto diferente.
  • Sumi-gaeshi depende de rigidez frontal com corpo desequilibrado para frente, não avanço de pé.

Erros comuns e correções

  • Não reconhecer quando uke pisa pé direito: pisão é sinal de transição. Insistir em elevar uke endurecido é futileza.
  • Deixar perna esquerda entre as pernas de uke: retirar antes do giro. Se fica presa, golpe não progride.
  • Não virar pé direito para dentro: giro é essencial para atingir lado interno do calcanhar.
  • Não coordenar puxada com golpe: puxada continua durante todo movimento, isolada nem golpe nem queda funcionam.
  • Levantar pé direito do chão: golpe é deslizante, não levantado. Manter contato contínuo com tatame.

Segurança

Treinar em tatame com uke colaborativo e supervisão qualificada, reconhecendo o pisão defensivo. Não torcer joelho de uke, não cair sobre ele, ceifa controlada acompanhando queda, não forçada. Validar presencialmente timing crítico: quando uke acabou de pisar com força mas antes que recupere equilíbrio totalmente. A análise didática é sustentada na FPJUDÔ (p. 25) e Kudo, inferindo que pisão defensivo de uke no pé direito expõe calcanhar para Ko-uchi-gari, exigindo validação prática com instrutor qualificado.

Vídeo oficial

Ainda não temos o vídeo oficial desta técnica cadastrado.

Fontes desta técnica

  • FEDERAÇÃO PAULISTA DE JUDÔ. Regulamento de Exame e Outorga de Faixas e Graus: Anexo II — Fundamentos Técnicos. Versão 3.1, 2025, p. 25. https://fpj.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Regulamento-Graduacao-1o-a-5o-Dan-2025-v3.1.pdf. Acesso em 14 ago. 2026.
  • Kudo, Kazuzo. O Judô em Ação — técnicas de arremesso. SOL S.A., 1ª edição portuguesa, 1972, pp. 66–67 (Uchi-mata); 94–97 (Ko-uchi-gari). Seções de defesa, momento apropriado e coordenação mãos-pés utilizadas para inferir cenário plausível de transição.
  • Kodokan Judo Institute. "柔道 技名称一覧 — Lista de nomes das técnicas de Judô". https://kdkjudo.org/技/柔道-技名称一覧/ (acesso em 16 ago. 2026).