Tori inicia Hiza-guruma e, diante da reação de uke, continua o ataque com Ashi-guruma.
Sequência
Kuzushi (Hiza-guruma): tori puxa e empurra uke para desequilibrar para frente.
Tsukuri (Hiza-guruma): tori posiciona o pé esquerdo em contato com o joelho direito de uke, logo abaixo da patela.
Gatilho da transição: uke resiste à rotação, elevando o quadril ou fixando a perna direita, bloqueando o mecanismo de Hiza-guruma.
Kuzushi (Ashi-guruma): tori levanta a perna direita e a coloca sobre o joelho direito de uke, mudando o ponto de bloqueio de baixo (pé) para alto (coxa).
Tsukuri (Ashi-guruma): tori mantém contato firme com a coxa no joelho/panturrilha de uke, oferecendo alavanca maior.
Kake (Ashi-guruma): tori rotationa o corpo acelerado, girando uke em torno do ponto de bloqueio alto até a queda.
Por que esta técnica e não outra
- Ashi-guruma funciona porque o bloqueio baixo de Hiza-guruma falhou, mas a perna direita de uke ainda está próxima.
- Elevar a perna oferece melhor alavanca contra a resistência de uke.
- Sumi-otoshi exigiria que uke tivesse se afastado completamente, perdendo proximidade.
Erros comuns e correções
- Forçar Hiza-guruma depois de perdida a direção: interrompa e reconstrua a base antes de qualquer nova tentativa.
- Soltar o contato ao elevar a perna: mantenha a coxa em contato firme com o joelho de uke.
- Cruzar os pés ou sair do eixo de rotação: mantenha o centro do corpo sobre a linha de transição.
- Acelerar antes de estabelecer o novo bloqueio: estabilize o ponto de alavanca antes de executar o kake.
Segurança
Treine em ritmo lento, com uke colaborativo, até dominar a mudança de alavanca sem perder as pegadas. Não force a rotação se uke resistir contra o novo ponto de bloqueio — pare e reinicie. A combinação está sustentada pela FPJUDÔ (p. 24); a mecânica de transição descrita acima é análise didática e exige validação prática com professor qualificado antes de ensino ou competição.